sábado, 14 de outubro de 2017

A Cisão entre a Classe Intelectual e o Povo, ou: Um Apelo à União

por Álvaro Hauschild*
Dinarte Silva, pescador e morador de São José do Norte/RS a sofrer com a exploração indevida das mineradoras, conforme notícia abaixo.
Recentemente, saiu a notícia[1] sobre um projeto de uma empresa mineradora privada (a Rio Grande Mineração S/A) em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Nela se descreve uma tragédia que, embora pouco conhecida, expressa um fato deveras corriqueiro não só no Brasil, mas em toda a América Latina: uma empresa privada, com uma propaganda alegre e convidativa, emotiva, busca justificar uma verdadeira extorsão das muitas comunidades locais e da pátria Brasil, a fim de arrancar riquezas de valor inestimável a preço de banana e comercializar no mercado internacional. A empresa ainda, com um vídeo-aula muito bonito, tenta convencer de que não haverá qualquer tipo de sequelas naturais e ecológicas na região.

Contrariando a narrativa da empresa, as comunidades locais, compostas sobretudo de pescadores, agricultores e pequenos comerciantes, desconfiam plenamente das promessas da empresa. E dizem mais: o vídeo-aula não toca em assuntos relevantes, como é o caso do equilíbrio aquífero subterrâneo, que certamente seria violado, causando uma tragédia ecológica que seria impossível reverter. E como os moradores dependem deste equilíbrio para suas atividades e suas necessidades básicas, o fato causaria a fome generalizada em toda a área circundante. Ademais, promessas muito semelhantes já haviam sido feitas por outras empresas que, além de não cumpri-las, causou demais desgraças para toda a região. De modo que as populações locais, tradicionais, se sentem intimidadas e abandonadas pelas autoridades brasileiras, que nada fazem para reverter a expropriação.

A empresa ainda diz que sua atividade trará progresso e desenvolvimento ao país, fazendo-o subir na balança comercial, ao simplesmente exportar todo material bruto recolhido das minas. Mas onde está a lógica nisso tudo? Uma empresa privada que vem, se instala, extrai o material e o embarca em portos para o exterior tem como último objetivo um benefício ao país de onde extraiu o minério. Além de não alimentar a indústria do país, o material será vendido a preço de banana para que indústrias no exterior aproveitem a deixa para crescer e se tornar ainda mais poderosas– sem falar das desgraças que ficam nas entrelinhas, impossíveis de se cobrar pelos meios jurídicos, como é o fato do equilíbrio aquífero omitido pela empresa, mas cuja importância é absoluta.

Assim sendo, também essa promessa de que ajudará na balança comercial é falsa. Estaremos vendendo ouro a preço de banana.

Mas, dados os fatos, o que nossa classe intelectual tem a fazer? Onde estão aqueles que vivem dando atenção ao MBL quando precisamos resolver questões urgentes de maior importância? Nossas comunidades locais estão sendo esquecidas e abandonadas, não apenas por políticos, mas primeiramente por nossos intelectuais.

Um dos fatores-chave da atual crise política, econômica, sociológica, psicológica, moral do Brasil está em uma enorme tragédia ocorrida com nossa classe intelectual nas últimas décadas. Trata-se de uma classe formada no exterior, em época de florescimento do neoliberalismo, no pós-segunda-guerra. Todo tipo de pensamento cosmopolita, urbano, desenraizado, multicultural e internacionalista inculcado nas cabecinhas inocentes dos brasileiros desenvolveu um paradigma neoliberal em toda esta classe, submissa aos ditames dos intelectuais estrangeiros ao invés de produzir teorias com suas próprias mentes. E ela se alimentou disso como uma classe trabalhadora, proletária, que apenas reproduz textos ao invés de criar ideias – tornamo-nos prostitutas. E com esses projetos na vanguarda do pós-modernismo, como é o caso do Black Lives Matter financiado por Soros, FEMEN etc., nossa classe intelectual sai do armário e se afirma orgulhosamente como prostituta.

Com tanta coisa para se fazer, nossa classe preocupada com viagens à Disney e ao Canadá! E assim o Brasil ficou sem uma ciência própria, sem linhas de pesquisa genuinamente brasileiras. Em decorrência disso, ficamos sem uma indústria brasileira, sem um projeto agropecuário, de modo que as consequências mais óbvias são a estagnação da máquina estatal, o aumento das dívidas, a dependência dos empréstimos, a submissão militar e noológica. Enfim, depois de tantos anos, “O Brasil não serve para mais nada”, a não ser para receber gringo nas praias e vender-lhes nossas mulheres como prostitutas, abrir as pernas para quem quiser enfiar em nosso país suas máquinas que sugarão petróleo, água potável e demais minérios, riquezas biológicas para alimentar o mercado farmacêutico, etc.

Cultuando os ideais cosmopolitas e pós-modernos, nossa classe intelectual fomentou o surgimento de uma classe média imensa, de caráter burguês, economicista, neoliberal, corrupta, esquecendo-se do povo no interior, das tradições locais. E hoje, essa classe intelectual, em sua maioria de “esquerda”, embora seja “anti-burguês” na palavra é burguês na alma, neoliberal também, individualista, que preza uma meritocracia baseada na ideologia e não na qualidade da produção. Então quando atacam o MBL, é tão somente para manter as atenções do público para fora da realidade, que é o povo local e tradicional. Servem apenas como distrações, mantendo o país em constante queda moral, em disputas irrelevantes em torno de formas artísticas, quando precisamos de um poderoso projeto estrutural e econômico, desenvolvimentista para salvar o país.

Nosso povo, isto é, os pescadores, pequenos agricultores, quilombolas, tribos indígenas, sertanejos etc., foram abandonados por aqueles que mais deveriam dar-lhes atenção devida, que é a classe intelectual brasileira. Esta classe julga que as comunidades locais são “atrasadas” e impedem o “progressismo”, mas onde está o projeto desenvolvimentista destes progressistas? Querem “progredir” em quê, exatamente? Pelo contrário, o conhecimento prático popular tem muito a colaborar e até ensinar nossa classe intelectual, que deveria ser o cérebro do povo e ajuda-lo a organizar seu conhecimento, ao invés de sabotá-lo. O povo é a alma do país, mata-lo é matar o país, e matar o país é matar cada um de nós dentro dele.

Não há qualquer contradição entre desenvolvimento científico e as tradições populares. Pelo contrário, ambas são complementares. Pensemos na indústria brasileira, que depende da classe intelectual: fortalecendo a soberania do país através da indústria, quem mais se beneficiaria com ela senão o povo, que será amparado pelo desenvolvimento tecnológico, mas também pela segurança militar e política? E quem mais se beneficiará com o folclore e com a força do trabalho populares, que servem de base psico-social e econômica de todo um país, senão a própria classe intelectual, sem a qual viverá em um limbo negro e obscuro, instável e inseguro como um mapa cartesiano, além de sujeita aos interesses científicos de empresas privadas e internacionais?

Podemos comparar o estado do Brasil com o da Rússia no século XIX, quando a classe intelectual russa, eurófila, traiu os interesses populares, desenvolvendo uma instabilidade interna que gerou à dissolução final na Revolução de 1917. Os anos seguintes, as décadas que sucederam, se tornaram um verdadeiro inferno para várias gerações, que ainda hoje sentem muito fortemente o trauma. Mas ainda no século XIX, escritores como Dostoevsky estavam conscientes disso, alardeavam o perigo dessa desunião entre a classe intelectual e o povo, prevendo desde muito cedo o que viria a ocorrer apenas no final da segunda década do século XX.

O Brasil, embora com suas particularidades, está em uma situação muito semelhante à Rússia do século XIX, e poderia aprender com a história. Se nossa classe intelectual se unisse ao povo, encontraria força o bastante para derrubar não só o governo corrupto, mas também retomar tudo o que foi saqueado por “investidores” internacionais. O povo é a força que move montanhas, mas a classe intelectual é o cérebro que orienta essa força para o ponto certo; ambos são partes de um mesmo corpo, por onde corre o mesmo sangue.

E quando falamos “povo”, referimo-nos às comunidades locais, não à imensa classe média aburguesada (a chamada “gentalha” nos livros de filosofia-política) que se formou às sombras da própria classe intelectual. E vejamos ainda que paradoxal: é contra essa massa burguesa, hoje apoiadora de tudo que há de pior na política, a chamada “direita”, contra qual a classe intelectual, em geral de “esquerda”, vive disputando protagonismo. São mãe e filho brigando uma discussão doméstica, histérica, sexual, protagonizando nossas mídias, enquanto toda uma rede popular de pescadores, quilombolas, agricultores alemães, sertanejos, caipiras estão sofrendo um verdadeiro assalto a mãos armadas, às ocultas, pelo que há de pior na pirataria internacional!

Deixaremos isto acontecer com nosso povo? Ou, se ainda pudermos chorar por ele, mudaremos de atitude e, mesmo com lágrimas nos olhos, levantaremos e marcharemos com um novo objetivo em mente?

*06/10/2017


[1] https://rsurgente.wordpress.com/2017/09/26/comunidades-tradicionais-recusam-promessas-da-mineracao-a-primeira-coisa-que-vamos-perder-e-nossa-agua/

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Taxa de suicídio entre alemães do Vale do Taquari e seus motivos

Segundo o Jornal A Hora, Forquetinha tem a maior taxa de suicídios do país. Reproduziremos a notícia abaixo:


A cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no país. Das cinco cidades com maior prevalência de atentados contra a própria vida, três estão no RS, sendo duas no Vale do Taquari. Os dados foram divulgados ontem pelo governo federal.

Ao apresentar o primeiro boletim epidemiológico nacional sobre suicídio, o Ministério da Saúde emite o alerta sobre o aumento de 12% no número de registros em quatro anos. A divulgação faz parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção.

O ranking nacional de casos é liderado pelo município de Forquetinha. Em média, são registrados 78,7 casos a cada cem mil habitantes na cidade, bem acima da taxa de mortalidade brasileira, de 5,7 para cada cem mil.

A cidade de Taipas, no Tocantins, aparece na segunda colocação, seguida por Travesseiro. O município do Vale do Taquari tem índice de 57 casos para cada cem mil habitantes. A quinta cidade com maior prevalência é André da Rocha, também no RS. Ao todo, 23% dos casos do país são registrados na Região Sul.

Durante a apresentação dos dados, a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis, Fátima Marinho, afirma que os números podem ser ainda maiores, uma vez que existem casos que não são registrados, devido aos tabus em torno do tema.

Todos os anos, ocorrem em média 11 mil mortes autoprovocadas no paí. Idosos com 70 anos ou mais apresentaram as maiores taxas, com 8,9 suicídios para cada cem mil habitantes. Conforme Fátima, entre os fatores que contribuem para isso, estão a maior prevalência de doenças crônicas, depressão e abandono familiar nessa faixa etária.
O avanço dos suicídios entre jovens também preocupa o ministério. Hoje, ele é a quarta causa de morte de brasileiros entre 15 e 29 anos. O boletim ainda indica crescimento nos casos na faixa etária entre 10 e 19 anos, que passaram de 782 em 2011 para 893 em 2015.
Sinais de alerta

O Ministério da Saúde também enumerou os principais fatores de risco para o suicídio. Entre eles, estão transtornos mentais como depressão, alcoolismo e esquizofrenia, questões sociodemográficas, como isolamento social, e psicológicas, como perdas recentes.

Condições de saúde incapacitantes, como lesões que desfiguram o paciente, dor crônica e neoplasias malignas também são sinais de alerta. De acordo com o ministério, nenhum desses aspectos podem ser considerados de forma isolada, e cada caso deve ser tratado de forma individual.

O estudo mostra que a proporção de óbitos por suicídio foi maior entre as pessoas que não têm um relacionamento conjugal. Do total de mortes, 60,4% eram de pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas, contra 31,5% de casadas ou em união estável.

Conforme Fátima, ao mesmo tempo em que o casamento se torna um fator de proteção para o homem, no caso das mulheres, os índices de suicídio aumentam devido à violência doméstica. Das 48.204 pessoas que tentaram tirar a própria vida entre 2011 e 2016, 69% era mulheres e 31% homens.

Por outro lado, a taxa de mortalidade por suicídio dos homens é quatro vezes maior, com uma média de 8,7 casos para cada cem mil habitantes. No caso das mulheres, são registrados 2,4 óbitos para cada cem mil pessoas.


Depois de Forquetinha, Travesseiro é a terceira cidade, que está literalmente ao lado da primeira. Mas, segundo informações informais, o bairro de Conventos de Lajeado, alguns quilômetros longe destas cidades, tem índices de suicídios ainda maiores.

As autoridades insistem em debates inúteis em volta de depressão, esquizofrenia e afins. O que não faz o menor sentido. As autoridades estão se cegando, estão negando uma investigação séria sobre o assunto, abandonando o povo à própria sorte. Outro motivo que costumam dar para os índices é o uso de agrotóxicos e a indústria de fumo; mas o que explica as taxas entre os jovens, que crescem em zonas de intensa urbanização? Forquetinha e Travesseiro não possuem plantações de fumo, por exemplo. Mas elas têm algo que pode nos levar ao verdadeiro motivo: perda de identidade social.

Os alemães do interior do país talvez sejam, depois dos índios das matas, o povo que mais sofre com a brutal urbanização de suas cidades e commoditização de sua cultura. A perda de uma formação psicológica do sujeito do indivíduo, jogado no mercado de trabalho, arrancado de suas tradições familiares, com certeza têm muito que ver aí. Cresce o turismo nas regiões germânicas, e enquanto alguns homens lucram com a "cultura", muitas famílias, empobrecidas, são obrigadas a abandonar suas terras, suas casas, e se tornam parte da brutal classe proletária das grandes cidades, no caso do Val do Taquari: Lajeado.

Ocorre aqui algo semelhante ao que já tivemos a oportunidade de citar sobre os índios. No caso dos alemães, deve-se acrescentar o fator do feminismo, que no Rio Grande do Sul avança com ferocidade maior do que nos outros estados do país. Antigamente, os casamentos arranjados davam um caminho, uma identidade certa ao sujeito, uma terra para plantar com o dote, etc. A geração de jovens atual é a primeira que está plenamente "livre" disto, e cresceu em baladas (dever-se-ia investigar o papel das baladas que Lajeado tem, cidade que surpreende pela mentalidade "baladeira" talvez mais que qualquer outra no país todo), cresceu na disputa de egos, na disputa por vestidos caros, sucesso e ganhos pessoais, sejam financeiros ou afins. A feificação da sociedade germânica, ao longo de "Oktobers" regadas por rappers negros, uma insistência na destruição e na negação da identidade germânica instigada por autoridades e pelos grandes empresários, interessados na dissolução da comunidade germânica, está firmemente ligada ao suicídio crescente.

O individualismo neoliberal, e o consequente isolamento social que decorre da dissolução das identidades e das relações sociais, é o fator que mais corrói o gaúcho, sobretudo o alemão dos vales. Tiraram-lhe a oportunidade de ser alemão, e tudo perdeu para ele o sentido de ser, a sociedade em primeiro lugar e, em seguida, a própria vida. O caso dos índios é sintomático e muito semelhante: tiraram-lhes o que lhes tornavam índios, seus rios sagrados, suas terras, suas organizações tribais.

Então, de modo algum pode-se colocar o fator genético como causa, como as pesquisas também gostam de citar. O alemão se mata não porque tem genética para isso, mas porque está sendo introduzido pela força a uma sociedade que não reflete suas potencialidades internas, suas características psico-físicas. A pobreza que avança entre agricultores é outro fator, pois ela é responsável pelo desenraizamento das famílias e sua dissolução interna. O alemão que sai da região dos vales é, também, o principal suicida nas outras regiões, como é o caso de Santa Maria e Porto Alegre, onde índices entre outros povos é sempre mais raro.

Está na hora de as autoridades brasileiras abrirem os olhos para a realidade e abandonarem esse dramatismo em torno de "transtornos" dos quais eles sequer se preocupam em estudar as causas. Quanto mais insistem em "apoio emocional", pior fica a situação. Que tipo de respeito uma autoridade destas merece?

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Soros para "terrorista" arrecada 140mil assinaturas


Uma petição feita à Casa Branca para declarar o bilionário húngaro-americano George Soros como terrorista arrecadou mais de 140.000 assinaturas, muito além do exigido 100.000 para ser considerada pela administração.

A petição, que também pede o confisco de todos os ativos de Soros, argumenta que o bilionário "voluntariamente age com o fim de desestabilizar e comete atos de sedição" contra os Estados Unidos. Também que "ele desenvolveu uma influência doentia e indevida sobre todo o Partido Democrata e uma larga porção do governo federal dos EUA".

A Influência Indevida

Está mais do que certo que Soros mantém uma influência doentia sobre o Partido Democrata, bem como sobre os sistemas políticos ao redor do mundo (tráfico de drogas, ONGs e Fóruns dissolvedores de tradições, financiamento de ativismo feminista como o FEMEN, tráfico de órgãos, de pessoas, envolvimento com prostituição massiva, pedofilia e rituais de sacrifício; além disso, o golpe contra Yanukovitch e o massacre na Ucrânia sob Poroshenko, por exemplo, jamais teria acontecido sem o esforço de Soros).

Soros foi o maior doador à campanha de Hillary Clinton nas eleições de 2016, superando as doações milionárias da Arábia Saudita, e por décadas usou sua vasta riqueza para influenciar a política, provocar descontentamento generalizado e financiar o caos em países ao redor do mundo sob o disfarce de filantropia e humanitarianismo. Mas Soros (e muitos dos seus beneficiários) representa uma hipocrisia alarmante. Sob a desculpa de apoiar e promover a democracia ao redor do mundo, as ações de Soros consistentemente a destroem. Ou, como um escritor para o The Observer afirmou: "não há nada de filantrópico em afogar uma democracia em dinheiro".

Afogar uma democracia em dinheiro é exatamente o Soros faz -- e isso tem pouco que ver com filantropia, justiça ou consciência social. Os Democratas financiados por Soros rotineiramente atacam qualquer um que realmente ousa enfrentar o sistema que permite um bilionário manter um controle sobre as "democracias" que supera os povos legais que vivem e votam nelas. Observemos os ataques viciosos deles sobre Bernie Sanders -- um candidato que ao menos teve a integridade de evitar os Super PACS que ele acreditava estarem infectando a democracia estadunidense.

Mesmo depois da derrota para Doland Trump, Clinton ainda continua mirando em Sanders -- um homem que a aprovou, apesar das revelações de que o suposto neutro Comitê Democrático Nacional trabalhava secretamente para minar sua campanha popular.

Soros foi elogiado pela esquerda e satanizado pela direita. Como tal, muitas das críticas contra ele são encontradas em websites e blogs de direita, enquanto o mainstream liberal permanece inerte -- um contraste distintivo em relação ao qual eles tratam bilionários como os irmãos Koch, que enchem os bolsos dos Republicanos.

Dois Pesos, Duas Medidas

Os estadunidenses assinantes da petição estão descontentes com o financiamento de Soros de movimentos como Black Lives Matter (que se espalha pelo Brasil através de programas universitários, que sempre dão preferência a LGBTs e meninas mimadas e egoístas com sede de sucesso, mostrando o baixíssimo nível da nossa academia brasileira, sempre subserviente ao que manda o american-way-of-live) e suas ligações com os grupos de esquerda. Há ainda aqueles que acreditam que Soros está por trás de ambos os lados que lutaram entre si nos protestos violentos de Charlottesville mês passado, o que não é de modo algum absurdo, quando se tem que o mesmo ocorreu na Ucrânia, na Líbia, na Síria, na Venezuela, e em 2013 no Brasil, em suma, todo lugar onde Soros põe a mão.

Muitos críticos de Soros acabam atacando-o muito agressivamente, motivo que lhe dá para acusá-los de antissemitas, uma vez que Soros é judeu ashkenazi. Além disso, Soros culpa o presidente russo Vladimir Putin por todos os males do mundo, o que, não obstante, parece ser um tipo de retórica muito comum entre judeus, que adoram culpar os outros por aquilo que eles fazem (Holodomor e Holocausto são apenas alguns exemplos: os próprios termos vêm de tradições judaicas de sacrifício sanguinário, completamente estranhas aos povos pagãos indo-europeus e sobretudo eslavo-germânicos).

Mas há, realmente, uma hipocrisia evidente por parte dos estadunidenses que acusam Soros. Por um lado, estão de pleno direito de se ofender com os esforços de Soros para influenciar a política nos EUA, mas não têm direito de permanecer calados quando isto acontece no estrangeiro, que é o que fazem. Eles sequer estão interessados em saber o que seu governo faz (através de Soros, em grande parte das vezes) para promover a "revolução" e minar governos estrangeiros.

Na verdade, quando Washington se empenha neste tipo de comportamento, os críticos de Soros até mesmo o apoiam aqui. Acusar Soros de financiar "notícias falsas" nazistas em Charlottesville é uma coisa, mas quando ele ajuda o governo dos EUA a instalar nazistas de verdade na Ucrânia em 2014, pouquíssimos estadunidenses, tanto da esquerda quanto da direita, se sentem incomodados. Eles certamente não assinaram as petições para considerar seu próprio governo como terrorista, de modo algum. É estranho como "atos de sedição" são tomados a sério apenas quando pensam estar minando a si e sua agenda política.

Mas Soros, famoso por sua política liberal, não tem escrúpulos em usar $25 bilhões (+- R$85 bilhões) de sua fortuna para financiar conservadores também. Tomemos como exemplo os $100.000 (R$350.000,00) que ele doou à fundação do ultra-belicista senador John MacCain, que também aceitou $1 milhão (R$3,5 milhões) da Arábia Saudita. Uma coleção interessante de filantropistas amantes da democracia!

Um cético pode conjecturar de que Soros não é realmente um liberal de coração sanguinário, mas um altruísta de algum modo. Contudo, não se pode negar que um bilionário usa seu dinheiro para preservar os meios que mantêm ele rico.

A Resposta de Trump

As chances da Casa Branca levar esta petição a sério são basicamente zero. Esquerda e direita, progressistas e conservadores são todos liberais. A imensa esmagadora maioria deles (além da totalidade do Estado Profundo, isto é, o Pentágono, quem controla todo o sistema estadunidense) está totalmente afundada na mesma lama. Soros e Trump podem se odiar naquilo que seus projetos superficiais diferem, mas o que importa para eles acima de tudo é o dinheiro.

Confrontos públicos mascaram os tapinhas nas costas feitos em privado. Soros se uniu a Ivanka Trump e seu marido Jared Kushner em uma recepção dos Hamptons feita por um editor da Washington Post. Kushner, por sua vez, fundou uma start-up imobiliário que recebeu $250 milhões de linha de crédito de Soros. O bilionário e financiador dos Republicanos David Koch estava presente. O mesmo acontece entre Trump e Clinton.

Quanto às petições em geral, há uma extensa história de petições requisitando ações implausíveis que alcançam os números de assinaturas necessários para um parecer oficial. Em 2012, a Casa Branca recebeu petições de secessão de 50 estados através do "We The People", uma iniciativa fundada pela própria administração Obama.

A iniciativa requeria inicialmente que uma petição recebesse apenas 25.000 assinaturas para uma resposta oficial da Casa Branca -- uma subestimação infantil de quantas pessoas assinam petições como brincadeira. Da mesma maneira, por exemplo, foi uma sugerindo que a sexta-feira fosse considerada final de semana, outra pedindo que o governo trouxesse de volta Doritos 3D.

Engraçado ou não, Trump não é um fã de petições. Desde que ele tomou seu posto em janeiro, em torno de uma dúzia de petições alcançou a assinatura de 100.000 e permaneceu sem resposta. Na verdade, Trump está até considerando acabar com a operação em geral. Talvez por causa dos "custos de manutenção", mas talvez também porque a maior das petições, com mais de 1.1 milhão de assinaturas, requisita um retorno dos impostos, ou quem sabe porque ele não gosta mesmo da transparência da Casa Branca.

Contudo, o caso de Trump é mais complicado do que parece. Sua campanha e seu discurso na tomada de posse tiveram grande influência de Steve Bannon, que manteve uma direção explicitamente populista e socialista. No primeiro mês de serviço de Trump, foi Kushner e o próprio John McCain quem pressionaram Trump a abandonar sua linha anterior. O resultado foi imediato: a amizade com os russos e as promessas de paz com iranianos, sírios e norte-coreanos desfaleceu e Bannon foi despedido. A partir de então, Trump apenas segue os mandamentos do Pentágono, que é a mesma de Soros, de Clinton, McCain etc.

Olavo de Carvalho

Sabe-se que as ligações de Soros são com quem menos se espera. Financia ambos os lados de uma guerra para desestabilizar países, continentes ou partidos políticos. O objetivo é claro: aumentar a potencialidade de arrecadar poder, isto é, dinheiro.

Assim, tanto esquerda quanto direita, também no Brasil, só brigam nas redes sociais. Olavo faz o papel da desinformação generalizada, do emburrecimento massivo da população brasileira, tanto quanto qualquer formador de opinião em vloggers que abundam no país, inspirados no Mephstre e nos doutorzinhos da esquerda.

Olavo com Soros, Rockefeller, Luciano Huck, FHC, ONGs feministas e muito mais, confiram neste links:



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Escritora best-seller italiana tem mensagem às mulheres

Constanza Miriano, autora de Case com Ele e Seja Submissa [Marry him and be submissive], discute com Register sobre seu livro e sobre o porquê de ter escrito.

Quando a mãe italiana de quatro filhos, Constanza Miriano, escreveu Case com Ele e Seja Submissa, ela não tinha ideia de que se tornaria tão popular, esperava que seria de interesse apenas da família e dos amigos. Mas o livro se tornou um best-seller na Itália e foi traduzido para muitas línguas.

Uma coleção de cartas endereçadas aos amigos de Miriano, em sua maioria mulheres, trata as diferenças entre homens e mulheres, união, casamento, vida familiar, abertura para a vida, ter crianças, educá-las, experiências sexuais como um presente de Deus.

"Essas cartas podem parecer engraçadas -- em algumas lojas de livros, meus livros são colocados na seção de humor --, mas o conteúdo é muito sério: é de fato o pensamento da Igreja", ela explica em seu site, acrescentando que o título do livro foi inspirado pela carta de São Paulo aos Efésios. "Mulheres deveriam tentar ser submissas, escreve Paulo. Eu penso que isso significa que elas deveriam ser abertas, carinhosas e pacientes. Esta não é uma atitude fraca, pelo contrário, enquanto mulher é forte e firme; bem-vindas e tranquilas, elas são capazes de criar boas relações com as pessoas. Mulheres que são profundamente conectadas com sua natureza são verdadeiramente felizes e podem dar luz a uma nova vida, seja biológica ou espiritualmente".

Nesta entrevistar, Miriano explica mais sobre seu livro, sobre como seu conteúdo pode servir como um antídoto contra o feminismo e de como os maridos e as esposas podem ter um relacionamento mais harmonioso, vivido na fé.

Por que você escreveu o livro?
Eu tive muitos amigas que não conseguiam arrumar coragem para casar com apenas um homem por toda sua vida, então foi mais por causa do meu desejo de ver minhas amigas tão felizes quanto eu. Mas eu não pensei que elas iriam ler. Pensei que só minha mãe, irmã e tia leriam. Nunca esperei tudo o que aconteceu desde então.
O título, e particularmente a palavra "submissa", é provocativo. Por que escolheu-a?
Eu não quis ser provocativa ao escolher esta palavra. Meu diretor espiritual costumava me contar que eu deveria tentar ser como Maria, como a Maria das Medalhas Milagrosas: ela tem suas mãos abertas e dá graças. Ele disse que eu deveria ter minhas abertas para receber o que eu estava recebendo de meu marido, mas minhas mãos deveriam estas abertas; eu não precisava checar primeiro se eram boas o suficiente. Eu apenas deveria receber sem olhar, com as mãos abertas.
Também como Maria, que com seus pés mata a serpente, eu devo matar minha língua -- porque eu não preciso sempre arrumar algum comentário, criticar meu marido. Então ele disse que desse modo eu seria uma boa esposa -- não que eu deveria ser submissa apenas por ser, mas porque eu deveria parar de ser tão crítica, tão intratável como eu era no início do casamento.

Você diria também que, em um nível espiritual, é como que morrer para alguém? Que tanto a mulher quanto o homem devem morrer para seus egoísmos com o fim de que o casamento funcione?
Sim, porque no nível cristão há um processo de morte, de conversão a Deus -- porque na mentalidade corrente, homens e mulheres apenas precisam ter um emprego, alimento, saúde e felicidade, e então eles são felizes. Mas nós não estamos "bem" -- estamos "doentes", feridos pelo pecado original, então mesmo que tudo esteja bem para nós, não estamos felizes. Há algo que não funciona dentro de nós, como uma paralisia no nosso sistema.
Assim, o casamento é uma das maneiras pelas quais esta paralisia pode ser curada. Nós estamos doentes, mas meu marido é minha via para o Cristo, e quando ele me faz sofrer -- bravo -- e eu penso que não posso me comportar como ele, este é o momento em que o "esculpir" acontece. Precisamos encontrar nossa beleza [através deste caminho]. Michelangelo disse que, ao retirar da escultura coisas que não necessitamos no mármore, encontramos a beleza ali dentro.

Você diria que seu livro é como um antídoto contra o feminismo, de muitas maneiras?
 Sim, porque penso que as feministas escolhem os caminhos diferentes para afirmar as mulheres, empoderar as mulheres, porque nós adotamos o modo masculino. Nós tentamos ser como os homens, mas nós não somos homens, então não precisamos de poder, força ou independência. Nós somos diferentes. Mas nós não somos felizes [por causa do feminismo]. Eu sei de muitas mulheres que têm poder, sucesso em suas carreiras, mas no fim do dia não são felizes, estão emocionalmente destruídas. Penso que no início o feminismo era algo como uma reivindicação: nós precisávamos ser olhadas por alguém mais, precisávamos dos olhos de alguém mais sobre nós, e quando implorávamos por isso, implorávamos por atenção, a alguém para nos dizer que somos lindas e amáveis. Então no início o feminismo era uma reivindicação sobre nossa aparência, e era como uma fonte, porque as mulheres queriam ser vistas. Mas então adotamos estratégias masculinas e perdemos nosso caminho -- porque nós chamamos o aborto de "direito", direito de matar nossas crianças, matar através da contracepção. Nós demos aos homens o direito de usar nossos corpos sem responsabilidade. Não é uma vitória. Perdemos.
Diz-se que o feminismo se tornou tão amplamente disseminado que também adentrou a Igreja. Como você vê isto?
Nosso Rei morreu na cruz, então até os homens devem ser cristãos desse modo, mas uma mulher deve ser duplamente deste modo porque é uma mulher -- foi feito uma morada [para a vida] no seu interior. Se precisamos definir uma mulher, a imagem mais apropriada é a de uma morada para outras pessoas. Uma mulher é um espaço vazio, e ela tem o poder de dar luz e, para tanto, fazer [do espaço vazio] uma morada dentro de si. Assim, uma mulher cristã, católica, que esquece sua missão perdeu tudo.
Você diria que todas as mulheres agora têm um sentido distorcido de independência, até mesmo entre as católicas, e que isso é consequência do feminismo? Se sim, como isto pode ser superado?
Penso que ser independente é uma ilusão, porque nós dependemos do nosso chefe no escritório, por exemplo. Dependemos de muitas coisas. Então trata-se de uma ilusão. Nós dependemos um do outro, e especialmente as mulheres dependem de outras pessoas. Eu conheço muitas mulheres que são chefes no trabalho e são interiormente muito fracas e frágeis. Nós podemos ser livres quando sabemos profundamente que somos amadas pelo outro.
G.K. Chesterton costumava dizer que as mulheres no passado estavam em casa, não para serem escravas, mas para estarem livres para seguir seus próprios interesses, porque nós não somos mono-automáticas como os homens. Temos muitos interesses em nossas vidas. Se você vê a agenda de uma mulher, ela tem amigas, seu marido, sua casa; ela toma cuidado de seu lar; ela quer encontrar com pessoas e também ter um emprego.

Mas o homem tem um emprego, e é isso. Não quero dizer que vocês [homens] não têm interesses, mas vocês conseguem dar um on/off. Quando vocês trabalham, apenas trabalham. Nós estamos sempre conectadas com nossas crianças -- nunca estamos longe deles, então sempre dependemos de alguém. E penso que é lindo depender de alguém. Não tenho problema em dizer que, quando me perguntam algo que não sei, eu chamo meu marido e pergunto, por exemplo, "o que você sabe sobre a guerra na Síria?". Porque isso é parte do mundo que eu não sei, preciso dele para explicar certas coisas. Penso que é lindo deixar essa parte com ele.

Os homens não devem ter um passe-livre, claro, cada marido tem a responsabilidade de ser comprometido com sua esposa e tomar cuidado dela. Quão importante é isto para a mulher, de modo que ela possa ser aquilo que supõe-se que ela é? Há tanta responsabilidade quanto da parte dos homens.
Sim, com certeza, mas o mais problema dos homens é o egoísmo. Eles não querem morrer [para o ego] em prol da família, eles querem ter uma parte de sua vida em separado, salvar algo [para si mesmos]. Então eles devem estar no caminho da conversão também. Mas eu apenas questiono as mulheres: o que podemos fazer para ajudar a relação? O que podemos fazer é aprender a observá-los com os olhos radiantes. Nós temos que ver os bons aspectos no homem; devemos ser como um espelho que dá a ele uma imagem bela de si mesmo. Nós temos que dar esta boa imagem. Quando um homem sente-se observado dessa maneira, ele quer morrer, dar sua vida. Se pararmos de criar intrigas, de criticar, de ficar dizendo "você não é digno de minha vida", eu ando vendo milagres.
Fiz muitas apresentações do livro na Itália e eu conheci talvez milhares de pessoas agora. E eu sempre conto a história de um casal vivendo nas montanhas: o marido, Gudbrando, um dia vai ao mercado no vale para vender uma de suas duas vacas, mas ele não consegue. Então começa a trocar a vaca por um cavalo, então o cavalo por um porco, o porco por uma ovelha, a ovelha por um pinto, o pinto por um pato e assim por diante. Finalmente, ele volta para casa sem coisa alguma porque ele sempre trocava o animal por um menor. Então ele volta para sua esposa, mas visita seu vizinho, que lhe diz que não gostaria de estar na sua pele, porque sua esposa ficará muito raivosa. Mas ele diz: "não, minha esposa está sempre contente pelo que eu faço".

Então o vizinho apostou algum dinheiro, e ele ouviu a conversa entre Gudbrando e sua esposa, de modo que pudesse checar e ver se a esposa realmente estava feliz com qualquer animal com o qual ele tivesse trocado. Ele disse que primeiro trocou a vaca por um cavalo, então ela ficou feliz porque ela teria agora um cavalo para ir à missa. É uma longa história, mas no fim a esposa diz: "não importa, Gudbrando, mesmo que você viesse sem coisa alguma, porque, para mim, não é importante o que você faz -- é importante que você volte para mim, que me ame, e assim tudo o que você faz está bom para os meus olhos".

Eu encontrei verdadeiras esposas de Gudbrando, o homem da montanha, ao redor da Itália, de Turim a Palermo, e elas enviaram-se emails. Dizem coisas como "estou no estágio de Gudbrando nº22, e meu marido me ama mais do que nunca porque ele viu isto nos meus olhos". Não é um truque; é o desejo real de ter uma aparência leal diante do marido. Você decide que quer ver todas as boas coisas que ele faz para você, e isto faz milagres na vida. Algumas vezes até os maridos me escrevem para agradecer.

Você também diria que tudo isso realmente vem através da fé, que a fé é central para um bom casamento?
Sim, porque o esposo real é o Senhor. Como dizia o papa São João Paulo II, há uma distância real entre o marido e a esposa que nunca será coberta, e esta distância é o espaço para Deus no par. E em uma relação viva e real com o real Esposo você pode amar o outro com um coração que não é exigente, que não fica fazendo reivindicações. Você está livre para amar porque é profundamente amada por alguém mais. Então diariamente a missa e a oração são a defesa da minha vida em casamento.
Você quer dizer algo mais para terminar?
 Eu apenas gostaria de dizer que eu espero que muitas esposas, como a de Gudbrando, possam se tornar como um exército ao redor do mundo para lutar pelo casamento, que está em perigo.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Seu banco pertence aos Rothschild? Eis a lista


O comando dos Rothschild sobre os bancos em torno do planeta não é mais um segredo, está ficando cada vez mais claro ao público comum que esta família é uma das entidades mais poderosas na Terra, com uma riqueza estimada em $500 trilhões. Quer saber quais bancos eles de fato possuem? Eis a lista completa, retirada de Neonnettle:

Afeganistão: Banco do Afeganistão
África do Sul: Banco Reserva Sul-Africano
Albânia: Banco da Albânia
Alemanha: Deutsche Bundesbank
Algéria: Banco da Algéria
Antilhas: Banco das Antilhas Holandesas
Arábia Saudita: Agência Monetária da Arábia Saudita
Argentina: Banco Central da Argentina
Armênia: Banco Central da Armênia
Aruba: Banco Central de Aruba
Austrália: Banco Reserva da Austrália
Áustria: Banco Nacional Austríaco
Azerbaijão: Banco Central do Azerbaijão
República das Bahamas: Banco Central das Bahamas
Bahrein: Banco Central de Bahrein
Bangladesh: Banco de Bangladesh
Barbados: Banco Central de Barbados
Bélgica: Banco Nacional da Bélgica
Belize: Banco Central de Beliz
Benin: Banco Central dos Estados do Oeste Africano (BCEAO)
Bermudas: Autoridade Monetária das Bermudas
Bielorrússia: Banco Nacional da República da Bielorrússia
Bolívia: Banco Central da Bolívia
Bósnia: Banco Central da Bósnia e Herzegovina
Botswana: Banco de Botswana
Brasil: Banco Central do Brasil
Bulgária: Banco Nacional Búlgaro
Burkina Faso: Banco Central dos Estados do Oeste Africano (BCEAO)
Burundi: Banco da República de Burundi
Butão: Autoridade Monetária Real do Butão
Camboja: Banco Nacional do Camboja
Camarões: Banco dos Estados da África Central
Canadá: Banco do Canadá -- Banque du Canada
Cazaquistão: Banco Nacional do Cazaquistão
Chade: Banco dos Estados da África Central
Chile: Banco Central do Chile
China: Banco Popular da China
Chipre: Banco Central do Chipre
Cingapura: Autoridade Monetária de Cingapura
Colômbia: Banco da República
Comores: Banco Central de Comores
Congo: Banco dos Estados da África Central
Coreia: Banco da Coreia
Costa Rica: Banco Central da Costa Rica
Côte d'Ivoire: Banco Central dos Estados do Oeste Africano (BCEAO)
Croácia: Banco Nacional Croata
Cuba: Banco Central de Cuba
Dinamarca: Banco Nacional da Dinamarca
Egito: Banco Central do Egito
El Salvador: Banco Reserva Central de El Salvador
Emirados Árabes Unidos: Banco Central dos Emirados Árabes Unidos
Equador: Banco Central do Equador
Eslováquia: Banco Nacional da Eslováquia
Eslovênia: Banco da Eslovênia
Espanha: Banco da Espanha
Estados Unidos: Reserva Federal, Banco Reserva Federal de Nova York
Estônia: Banco da Estônia
Etiópia: Banco Nacional da Etiópia
Fiji: Banco Reserva de Fiji
Filipinas: Bangko Sentral ng Pilipinas
Finlândia: Banco da Finlândia
França: Banco da França
Gabão: Banco dos  Estados da África Central
Gâmbia Banco Central da Gâmbia
Gana: Banco de Gana
Geórgia: Banco Nacional da Geórgia
Grécia: Banco da Grécia
Guatemala: Banco da Guatemala
Guiana: Banco da Guiana
Guiné Bissau: Banco Central dos Estados Africanos do Oeste (BCEAO)
Guiné Equatorial: Banco dos Estados da África Central
Haiti: Banco Central do Haiti
Holanda: Banco da Holanda
Honduras: Banco Central de Honduras
Hong Kong: Autoridade Monetária de Hong Kong
Hungria: Banco Magyar Nemzeti
Iêmen: Banco Central do Iêmen
Ilhas Caymã: Autoridade Monetária das Ilhas Caymã
Ilhas Salomão: Banco Central das Ilhas Salomão
Índia: Banco Reserva da Índia
Indonésia: Bancoda Indonésia
Irã: Banco Central da República Islâmica do Irã
Iraque: Banco Central do Iraque
Irlanda: Banco Central e Autoridade de Serviços Financeiros da Irlanda
Islândia: Banco Central da Islândia
Israel: Banco de Israel
Itália: Banco da Itália
Jamaica: Banco da Jamaica
Japão: Banco do Japão
Jordânia: Banco Central da Jordânia
Kwait: Banco Central do Kwait
Latvia: Banco da Latvia
Líbano: Banco Central do Líbano
Lesotho: Banco Central do Lesotho
Líbia: Banco Central da Líbia (sua última e mais recente conquista, que precede a guerra na Síria)
Lituânia: Banco da Lituânia
Luxemburgo: Banco Central de Luxemburgo
Macau: Autoridade Monetária de Macau
Macedônia: Banco Nacional da República da Macedônia
Madagascar: Banco central de Madagascar
Malawi: Banco Reserva de Malawi
Malásia: Banco Central da Malásia
Mali: Banco Central dos Estados Africanos do Oeste (BCEAO)
Malta: Banco Central de Malta
Marrocos: Banco do Marrocos
Maurício: Banco de Maurício
México: Banco do México
Moldávia: Banco Nacional da Moldávia
Mongólia: Banco da Mongólia
Montenegro: Banco Central de Montenegro
Moçambique: Banco de Moçambique
Namíbia: Banco da Namíbia
Nepal: Banco Central do Nepal
Nova Zelândia: Banco Reserva da Nova Zelândia
Nicarágua: Banco Central da Nicarágua
Níger: Banco Central dos Estados Africanos do Oeste (BCEAO)
Nigéria: Banco Central da Nigéria
Noruega: Banco Central da Noruega
Oman: Banco Central de Oman
Paquistão: Banco Estatal do Paquistão
Papua Nova Guiné: Banco de Papua Nova Guiné
Paraguai: Banco Central do Paraguai
Peru: Banco Central Reserva do Peru
Polônia: Banco Nacional da Polônia
Portugal: Banco de Portugal
Qatar: Banco Central do Qatar
Quênia: Banco Central do Quênia
Quirquistão: Banco Nacional da República Quirquis
Reino Unido: Banco da Inglaterra
República Centro-Africana: Banco dos Estados da África Central
República Dominicana: Banco Central da República Dominicana
República Tcheca: Banco Nacional Tcheco
Romênia: Banco Nacional da Romênia
Ruanda San Marino: Banco Central da República de San Marino
Rússia: Banco Central da Rússia
Samoa: Banco Central de Samoa
Senegal: Banco Central dos Estados Africanos do Oeste (BCEAO)
Seichelles: Banco Central de Seichelles
Sérvia: Banco Nacional da Sérvia
Sierra Leone: Banco de Siera Leone
(Esperava encontrar aqui a Síria? Graças aos governantes russos e iranianos, a Síria ainda não foi tomada)
Sri Lanka: Banco Central do Sri Lanka
Suazilândia: Banco Central da Suazilândia
Sudão: Banco do Sudão
Suécia: Sveriges Riksbank
Suíça: Banco Nacional da Suíça
Suriname: Banco Central do Suriname
Tailândia: Banco da Tailândia
Tajiquistão: Banco Nacional do Tajiquistão
Tanzânia: Banco da Tanzânia
Togo: Banco Central dos Estados Africanos do Oeste (BCEAO)
Tonga: Banco Reserva Nacional do Tonga
Trinidad e Tobago: Banco Central de Trinidad e Tobago
Tunísia: Banco Central da Tunísia
Turquia: Banco Central da República da Turquia
Ucrânia: Banco Nacional da Ucrânia
Uganda: Banco da Uganda
União Europeia: Banco Central Europeu
Uruguai: Banco Central do Uruguai
Vanuatu: Banco Reserva de Vanuatu
Venezuela: Banco Central da Venezuela
Vietnã: Banco Estatal do Vietnã
Zâmbia: Banco de Zâmbia
Zimbábue: Banco Reserva do Zimbábue
Zona Leste do Caribe: Banco Central do Caribe Oriental

De acordo com humanarefree: é virtualmente desconhecido do público o fato de que a Reserva Federal dos EUA é uma companhia privada, situada em uma terra privada, imune às leis dos EUA.

Esta companhia privada (controlada pelos Rothschilds, Rockefellers e Morgans) imprime dinheiro para o governo dos EUA, que os paga pelo "favor". Isto significa que se nós resetássemos o débito nacional hoje e começássemos a reimprimir dinheiro, estaríamos em débito com o FED através do mesmo dollar emprestado ao governo.

Da mesma forma, a maioria das pessoas que vivem nos EUA não imagina que o Serviço da Receita Interna (IRS) é uma agência estrangeira. Para ser mais exato, o IRS é uma corporação privada estrangeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e é o "exército" privado da Reserva Federal (Fed).

Seu objetivo principal é assegurar que o povo americano pagará seus impostos e se comportará como pequenos escravos. Em 1835, o presidente Andrew Jackson declarou seu desdém pelos banqueiros internacionais: "vocês são um antro de víboras. Pretendo chutá-los fora daqui, e pelo Deus Eterno o farei. Se o povo apenas compreendesse o nível da injustiça do nosso sistema bancário e monetário, haveria uma revolução antes da manhã seguinte".

Houve uma mal sucedida tentativa de assassinato contra a vida do presidente Jackson. Jackson contou a seu vice-presidente, Martin Van Buren: "o banco, Sr. van Buren, está tentando me matar". Este foi o início de um padrão de intrigas que amaldiçoaria a Casa Branca nas próximas décadas. Tanto Lincoln quanto JFK foram assassinados ao tentar tirar o país das mãos dos banqueiros.

Os Megabancos do Mundo

Há dois Megabancos que oferecem empréstimos para todos os países do mundo, o Banco Mundial, e o IMF. O primeiro pertence às mais poderosas famílias banqueiras, com os Rothschilds no topo, enquanto o segundo pertence exclusivamente aos Rothschild. Estes dois megabancos oferecem empréstimos aos "países em desenvolvimento" e usam seus interesses quase impossivelmente impagáveis para pôr suas mãos sobre a riqueza real: a terra e os metais preciosos. Mas isto não é tudo: uma parte importante de seu plano é também explorar os recursos naturais de um país (como petróleo ou gás) através de suas companhias camufladas, refiná-los e vendê-los de volta ao mesmo país, gerando um lucro imenso.

Mas, com o fim de que essas companhias funcionem otimamente, eles precisam de uma infraestrutura sólida, que não costuma acontecer nos países assim chamados de "países em desenvolvimento". Assim, antes dos banqueiros mesmo oferecer os empréstimos quase impossíveis de serem pagos, eles se asseguram de que a maioria do dinheiro será investido -- você entendeu -- na infraestrutura. Essas "negociações" são levadas a cabo pelos assim chamados "Economic Hitmen [assassinos econômicos]", que atuam por gentilmente recompensar (i.e. subornar) ou ameaçar de morte aqueles que estão na posição capaz de vender seu país.

Para mais informação sobre o assunto, sugerimos a leitura de Confessions of an Economic Hitman. O único banco que governa a todos, o "Banco para Assentamento Internacional", é -- obviamente -- controlado pelos Rothschilds e é apelidado de "Torre da Basileia".

O verdadeiro poder dos Rothschilds vai muito além do Império Bancário

Se você não está satisfeito com o poder dos Rothschilds (eu sei que você está), por favor, saiba que eles também estão por trás de todas as guerras desde Napoleão. Foi quando eles descobriram o quão útil era financiar ambos os lados de uma guerra que eles passaram a fazer isto desde então. Em 1849, Guttle Schnapper, a esposa de Mayer Amschel afirmou: "Se meus filhos não quisessem guerras, não haveria uma só". Assim, o mundo ainda está em guerra porque é muito, muito útil para os Rothschilds e seus interesses bancários sanguinários.

E enquanto continuaremos a usar o dinheiro não haverá paz no mundo, jamais. É chocante para muitos descobrir que os Estados Unidos da América é um corporação governada por estrangeiros. Seu nome original foi Virginia Company e pertencia à coroa britânica (que não deve ser confundida com a rainha, cujas funções amplamente têm apenas capacidade cerimonial). A coroa britânica doou a companhia ao Vaticano, que deu os direitos de exploração de volta para a coroa. Os presidentes dos EUA são CEOs (chefes executivos) nomeados e seu negócio é produzir dinheiro para a coroa britânica e o Vaticano, que toma sua parte dos lucros todo ano. A coroa britânica, secretamente, governa o mundo a partir do Estado soberano independente de 677 acres conhecido como Cidade de Londres.

Essa outra coroa abrange um comitê de 12 bancos chefiados pelo Banco da Inglaterra. Quem controla o banco da Inglaterra? Sim, os Rothschilds! Em 1815, Nathan Mayer afirmou o seguinte: "não me preocupo com o boneco colocado no trono da Inglaterra para reinar o Império no qual o sol nunca se põe. O homem que controla a produção de dinheiro controla o Império Britânico, e eu controlo a produção de dinheiro".

 A Casa dos Rothschild está realmente no topo da pirâmide do poder. Eles estão por trás da Nova Ordem Mundial e da agenda da completa dominação do mundo. Eles estão por trás da União Europeia e do Euro, assim como estão por trás da ideia de uma União Norte-Americana e da Amero. Eles controlam todos os serviços secretos e seu exército privado é a OTAN. Muito, muito interessante! Agora, o que você diria se eu lhe contasse que podemos erodir seu império ao pó durante a noite, sem qualquer violência?

Ou pelo menos sem aceitar a chacina proposta por eles diretamente. Percebe agora a estratégia dos governantes russos e da guarda revolucionária iraniana, assim como do Hezbollah e da Coreia do Norte? Através da geopolítica, estão se formando blocos para combater esta aranha que ameaça engolir o mundo com sua teia. Os bancos russo e iraniano continuam governados pelos banqueiros... não por muito tempo. Este previsão é o motivo, aliás, pelo qual Israel e OTAN investem suas tropas para combater este "eixo do mal" na Ucrânia, na Síria, no Líbano, posicionando suas tropas na Pentalásia, no Leste Europeu (gerando trocas de farpas entre russos e lituanos, russos e finlandeses, sobretudo russos e ucranianos na atual guerra civil ucraniana) e no Pacífico, a fim de cercar as resistências russas e iranianas; motivo pelo qual também na Rússia surgem tentativas de golpes, assassinatos executados contra agentes russos e insurgência interna na Coreia do Norte. Tal como acontece também contra o governo venezuelano e cubano.

Para compreender esta estratégia econômica, vale também a leitura do artigo de Eduardo Velasco sobre o Colar de Pérolas. O "terrorismo" do ISIS? A falta (ou a suposta falta) de papeis higiênicos na Venezuela? O aniquilamento de índios na Amazônia? Tráfico de pessoas, órgãos? Turismo de massas? Ideologia de gênero? Exploração sexual? A dominação da mídia oficial? O poderio das multinacionais? Multiculturalismo forçado? Direitos Humanos? "Democracia para todos"? Protestos do Greenpeace em postos estatais importantes da Rússia e do Irã? Divisão do povo brasileiro, golpe do governo brasileiro e entrega do pré-sal? Pacifismo entre as classes e guerra entre os povos?

Tenha agora a absoluta certeza: Rothschild, que tem como testa de ferro homens como George Soros e Olavo de Carvalho, está por trás de tudo isso, e muito mais.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Rafael Lusvarghi está sob plano de extermínio na Ucrânia

Rafael Lusvarghi, voluntário brasileiro pela Novarrússia, preso pela SBU (serviço de segurança ucraniano) na primavera do hemisfério sul em 2016, está sujeito a ser assassinado na cadeia de Lukyanovsky

 
Três meses e meio preso pelos fascistas ucranianos está o soldado voluntário brasileiro Rafael Lusvarghi, cujo destino não importa para o governo brasileiro. As embaixadas brasileiras em Kiev (capital ucraniana) e Moscou, supostamente "anti-fascistas", não manifestaram ação alguma para proteger seu cidadão.

Neste período a vida do ex-combatente brasileiro corre gravíssimo perigo. Segundo as informações que se tem, Rafael está sob tortura e transferido para a prisão de Lukyanovsky, em Kiev, onde está sujeito a levar um sumiço por parte do governo neonazista ucraniano, financiado por Goerge Soros, junto com outro grupo de combatentes. Assim, em 23 de janeiro de 2017 ele foi severamente espancado, no dia seguinte, dia 24, teve sua perna quebrada. Ele também foi "posto na parede": ameaçado de morte, caso até 25/01 (no dia seguinte) ele não encontrar dinheiro. A alegação é que ele está sendo condenado por "matar ucranianos e estuprar ucranianas". A guarda e a administração do presídio não toma medidas para proteger Rafael, abandonando-o às torturas perpetradas pelo governo corrupto e desesperado de Kiev, sob presidência de Poroshenko, que se vê abandonado pela União Europeia e por Soros depois da derrota dos Clinton no governo americano, quem mantinha o projeto de financiar o governo ucraniano para criar uma guerra contra os russos. No Leste Europeu há milhares de tropas da OTAN desde o ano passado, que esperavam o aval de Hillary (que acreditava vencer as eleições) para iniciar uma guerra mundial atacando os russos.

... o brasileiro Rafael Fernandes Marques Lusvarghi era comandante do pelotão "Viking": em Donbass lutou em setembro de 2015, onde se converteu à Igreja Ortodoxa Russa e jurou lealdade ao Exército do Todo-Poderoso e foi ferido.

Foi detido pela SBU de Kiev em 6 de outubro de 2016: o avião em que estava foi ordenado pelo serviço secreto britânico a desviar da rota e pousar em Kiev, onde ele pôde ser preso pelo governo ucraniano. Ele ia para o leste europeu trabalhar em uma empresa de segurança, sem nenhum plano de reintegrar ao exercício das armas de novo.

De acordo com um de seus camaradas no Brasil, Raphael Machado, depois de ser ferido o ex-voluntário foi mobilizado, embora seu objetivo com a viagem tinha tão somente interesses profissionais e privados. "No início de 2016 Lusvarghi escreveu e-mails para muitos serviços privados de segurança a fim de trabalho. Ele recebeu vagas de muitos lugares diferentes. Seis meses depois ele recebeu uma mensagem de um grupo chamado "Omega Consulting Group". Ele respondeu ao serviço britânico. -- contou ao Tsargrad.

Assista ao vídeo para a NTV no site Antifaschist.
 
A presidente da União dos presos políticos e refugiados políticos na Ucrânia, Larisa Shesler, também acredita que seus amigos em Donbass subestimam as ações do SBU:
 
"Isso aconteceu porque subestimam os serviços do SBU. Eles não se dão conta de que até informações de participantes em missões humanitárias na LNDR (em Lugansky e Donbass) são enviados pelo governo secreto de Kiev a Interpol... nós estamos tomando as medidas cabíveis para livrar o Rafael, e a única maneira é extraditando-o de volta para o Brasil. Mas, infelizmente, até agora sem sucesso.

Rafael está abandonado pelo governo brasileiro, que não se manifesta para proteger seu cidadão. E com a justiça do governo de Kiev não há nada a fazer. Devido às dificuldades, a OSCE, as organizações humanitárias e a Cruz Vermelha devem ser acionados para alcançar o objetivo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sunitas e xiitas: o mito dos ódios remotos e novo mapa do Oriente Próximo

Por Martí Nadal

elordenmundial.com-14/11/2016

O oriente próximo encontra-se afundado em uma guerra total entre as duas correntes do Islã? Investigar os conflitos da região é necessário para desfazer os relatos que desconectam a violência atual de eventos contemporâneos e em seu lugar associam a ódios étnicos ancestrais.

Sunitas e xiitas seguem lutando desde o cisma que dividiu os muçulmanos depois da morte de Maomé no ano de 632? Dando uma olhada no mapa dos conflitos da região, temos a impressão de que nos países onde convivem Sunitas e Xiitas, acabam se enfrentando sem remédio. Na Síria, o regime de Bashar al Assad, dominado pela maioria alauíta, um ramo distante do xiismo, enfrenta uma oposição formada majoritariamente por grupos islamitas sunitas. No Iraque, a caída do sunita Saddam Hussein elevou ao poder a maioria Xiita, que agora deve fazer frente a uma insurgência liderada pelo grupo terrorista Estado Islâmico nas regiões sunitas do país. E, no esquecido Yemen, os huties uma milícia pertencente ao ramo do xiismo, tem tomado a capital do país e desde janeiro de 2015 sofrem os bombardeios de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. A tudo isso deve-se somar a guerra fria que protagonizam a República Islâmica xiita doIrã com a Arábia Saudita, bastião do fundamentalismo sunita, cujas disputas espalham-se por todos os campos de batalha do oriente próximo.

As divisões étnico religiosas do oriente próximo:fonte https://thesinosaudiblog.files.wordpress.com/2011/05/mid-east-religion.jpg

O sectarismo entendido aqui como um enfrentamento entre as distintas correntes do Islã é sem dúvida um componente vigoroso nos conflitos atuais, O auto denominado Estado Islâmico e suas pretensões genocidas tem convertido em habituais os ataques suicidas em bairros xiitas de Damasco, Bagdá ou Sanar, que tem deixado milhares de civis mortos. A isto se deve somar a proliferação de milícias xiitas que frequentemente molestam e aterrorizam aspopulações sunitas, antes controladas por grupos jihadistas. A retórica sectária também se assenta no atual alvoroço regional, promovido por clérigos e autoridades fundamentalistas e difundida através de cadeias por satélite e redes sociais. O teólogo e figura televisiva Yusuf al Qaradawi, que apresenta o programa mais popular da Al Jazeera, a cadeia mais vista do mundo árabe, tem acusado os alauitas de serem “mais infiéis que os judeus e cristãos”; por sua parte, outro célebre locutor da mesma emissora tem pedido em mais de uma ocasião a limpeza étnica de xiitas e alauítas sírios.

Respaldados por esta linguagem sectária, os meios ocidentais assumem que os conflitos na Síria, Iraque e Iêmen formam parte de uma guerra histórica de aniquilação étnica de onde os estados e as milícias se alinham em um grupo e outro dependendo de sua afiliação religiosa. Esta leitura etno-religiosa da violência que hoje sacode o oriente próximo é denominada ”relato dos ódios remotos” ( ancient hatreds, em inglês), porém, tal e como veremos, essa história é na realidade um mito.

O relato dos ódios remotos: da Iugoslávia ao Oriente Próximo

A origem desta teoria sobre conflitos étnicos perenes se encontra no final da Guerra Fria e não se tem aplicado só a sunitas e xiitas. O primeiro caso que se popularizou ocorreu depois da desintegração da Iugoslávia comunista. Autores como Samuel Huntington ou Robert Kaplan ajudaram a definir a guerra na Bósnia como um conflito plenamente étnico religioso entre croatas católicos, bósnios muçulmanos e sérvios ortodoxos. Também se construiu um relato sugerindo que o comunismo foi só um remendo transitório que unia alguns grupos étnicos que realmente seguem se odiando desde séculos atrás.

O colapso do forte governo central precipitou a violência, que só havia sido contida, porém nunca erradicada.

Hoje em dia, muitos artigos que pretendem explicar a violência atual entre sunitas e xiitas no oriente próximo seguem pautas similares.O relato geralmente se repete assim:depois de morrer o profeta Maomé, alguns muçulmanos consideraram que Abu Bakr amigo do profeta, devia ser o novo líder, enquanto que outros fiéis eram partidários de seu primo Ali.Os seguidores de Abu Bakr venceram e acabaram convertendo-se nos sunitas; os partidários da linha familiar de Ali, os xiitas, seriam derrotados, convertendo-se numa minoria freqüentemente perseguida dentro do islã.Nascia assim um ódio eterno e inalterável, agora desatado pela ausência de uma autoridade superior que os mantivessem unidos.

Em sua pretensão de responder a pergunta ‘’Porque matam-se sunitas e xiitas?, os meios ocidentais freqüentemente consideram as guerras na Síria e Iraque como de aniquilação étnica, com origem nas disputas sucessórias à morte de Maomé, na veneração de santos, nas interpretações distintas do Corão e demais diferenças doutrinais.O impacto dos eventos históricos e políticos contemporâneos são erroneamente descartados.

Em nenhum dos conflitos no oriente médio há só dois grupos definidos pela confissão religiosa.O intento de explicar de forma simples a violência por parte de alguns meios de informação a levado freqüentemente a reducionismos absurdos.Fonte: Chappatte (International New York Times).

As guerras que ocorrem no oriente próximo desde a 1.400 anos não são fruto de antipatias
sectárias, irracionais e intermináveis.Tais ódios não constituem o motor dos conflitos, mas sua consequência.O relato dos ódios remotos está baseado em conceitos errôneos, amplia inimizades sectárias e ignora os elementos geopolíticos e sociais e os interesses dos Estados do Oriente Próximo.

Esta teoria é herdeira do orientalismo clássico, que pressupõe que o oriental, o muçulmano, guia-se por sua identidade mais primária, a religião, em todos os aspectos de sua vida.Deste modo, os meios ocidentais tendem a buscar explicações étnicos e religiosos em conflitos que explodem por problemas socioeconômicos e políticos e que se espalham devido aos cálculos políticos interessados de potências exteriores.Os sírios não se levantaram contra Al Assad porque é alauíta nem o Irã saiu a seu resgate porque compartilham certas crenças.

A principal consequência dos relato dos ódios remotos é a construção em nosso imaginário de dois grandes blocos monolíticos e antagônicos constituídos por sunitas e xiitas.Não existem raízes nacionais, ideológicas, linguísticas ou socioeconômicas dentro destes dois grupos e pressupõe-se uma inimizade e um fervor religioso a indivíduos, à milícias e inclusive a países que na realidade carecem deles.

Rivalidade dentro da seita e alianças intersectárias

Em realidade, os países e milícias que os meios atribuem dentro do sunismo ou no xiismo não são nem comportam-se como blocos homogêneos e por utilizarem as duas seitas como as duas principais unidades de análises nas relações internacionais da região conduzirá a mais equívocos que a acertos.

Sunitas

Por um lado, o grupo sunita na realidade está repartido em três frentes visíveis.De entrada,a Wahabita Arabia Saudita exerce a liderança de um grupo de países que pretendem preservar o status quo regional.Junto a Riad caminham o governo secularista egípcio de Abdel Fatah al Sisi e as monarquias da Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein.Entre suas prioridades figura dizimar o expansionismo iraniano onde ele surge.Por isso que derrubar Al Assad, um fiel aliado de Teerã, é um de seus principais objetivos.Ademais, esses países viram as revoluções árabes de 2011 como um grave desafio à sua hegemonia.

Não obstante, os partidários do statu quo devem lidar com rivais dentro de sua própria seita.O pequeno reino do Qatar a anos vem exercendo uma política exterior potente, porém flexível, que a levado a se unir com os islamitas da Irmandade Muçulmana e Turquia.Esse grupo, que em teoria é ideologicamente próximo ao islamismo da Arábia Saudita, envolve uma de suas maiores dores de cabeça.A diferença de seus vizinhos, o Qatar percebeu as malogradas Primaveras Árabes como uma oportunidade para estender sua influência.É por isso que celebraram a caída do regime de Mubarak no Egito e a ascensão ao poder do islamita Morsi.Seu contínuo apoio a agora deposta Irmandade Muçulmana egípcia trouxe em 2014 a pior crise entre as monarquias do golfo:Arábia Saudita, os Emirados e Bahrein retiraram seusembaixadores da capital do Qatar.

Líbia é um caso que evidencia as fissuras dentro do denominado bloco sunita.O país é esmagadoramente sunita, todavia encontra-se profundamente dividido e afundado em uma guerra civil desde as revoltas populares e a operação da Otan que derrubaram Kadafi em 2011.Atualmente, Líbia está dividida entre dois governos.Por umlado, os Emirados e Egito dão apoio a um executivo secular a leste,enquanto Turquia e Qatar apoiam a um governo de tribunal islâmico emTrípoli.Líbia é a prova de que o aumento da violência tem menos que ver com brigas sectárias do que com cálculos geopolíticos de países vizinhos.

Estas dissonâncias também se evidenciaram durante o golpe de estado contra Erdogan no verão deste ano.Arábia Saudita demorou 15 horas para condenar a ação do exército e alguns meios têm acusado aos Emirados de financiar os responsáveis do fracassado golpe.Enquanto o Irã, que há anos luta indiretamente com a Turquia na Síria, foi o primeiro país a condená-lo.

Finalmente, existe um terceiro grupo dentro do sunismo que em realidade está composto por centenas de organizações que minam a suposta unidade sunita.Trata-se das numerosas milícias jihadistas que, apesar de receberem apoio logístico ou financeiro por parte dos Estados sunitas, seguem considerando esses regimes ilegítimos.A relação entre os governos e os grupos jihadistas deve entender-se mais como de benefício mútuo e não baseada numa concepção similar de religião.O Estado Islâmico, por exemplo, dedica mais tempo e recursos a derrotar outros grupos rebeldes sunitas que a lutarem contra Al Assad.

Apesar dos evidentes sentimentos sectários que possuem, esses grupos são capazes de ações pragmáticas para perseguir seus interesses.Em2016, o ex-chefe dos serviços secretos israelenses admitiu que seupaís ajudou aos jihadistas da Frente AL Nusra, filial da Al Qaeda emSíria, e nas colinas de Golan.Esta assombrosa aliança obviamente não é baseada em um sentimento de afinidade, porém em interesses comuns, neste caso, arrebatar posições chaves à milícia libanesa Hezbollah, que combate junto ao governo sírio e envolve um dos maiores riscos para a segurança de Israel.

Xiitas

O denominado grupo xiita tampouco está isento de dissonâncias.Recentemente popularizou-se a expressão ‘’meia lua xiita’’ para se referir a aliança entre Hezbollah, Síria, Iraque e Irã.Embora certamente esses atores são estreitos aliados, os motivos dessa união não devem se buscar em simpatias dogmáticas.A coalizão original entre o regime laico, baathista e pan árabe da Síria com a teocracia persa do Irã nunca se á baseado no credo, mas que é herdeira da suposta ameaça comum do regime laico, baathista e pan árabe de Saddam Hussein.

A rivalidade entre Arábia Saudita e Irã que se espalha por todo oriente próximo não baseia-se em diferenças religiosas surgidas depois da morte de Maomé, mas nos interesses regionais opostos.Fonte: Kal (The Economist).

É comum também reduzir os alauítas ou os zaides a um ramo do xiismo, porém seus credos ortodoxos são bastante distintos do xiismo majoritário.Em realidade, as crenças dos alauítas tem permanecido ocultas durante séculos aos principais clérigos do xiismo.Não foi até 1948, quando os primeiros estudantes alauítas assistiram pela primeira vez a seminários religiosos na cidade iraquiana de Nayaf, centro da teologia xiita.Os alunos foram insultados e humilhados por suas crenças e, ao fim de pouco, a maioria deles voltaram à Síria.Recentemente um grupo de líderes religiosos alauíta emitiuum comunicado onde negavam sua condição de ‘’ramo do xiismo’’ com o objetivo de se distanciar do regime de Al Assad e do Irã.

Tampouco é estranho encontrar alianças entre grupos sunitas e xiitas que não se encaixam no molde do relato dos ódios remotos.Irã há décadas vem sendo o principal provedor do grupo islamico Hamas, e Al Qaeda e os Talibãs também colaboram com Teerã quando a sido necessário.Em Síria, grupos palestinos sunitas lutam junto com Al Assad e seu exército segue formado majoritariamente por sunitas; no Iraque várias tribos sunitas do oeste colaboram com Bagda para frear os terroristas do Estado Islamico.
Se bem é verdade que afinidades religiosas ou ideológicas podem ajudar na hora de costurar alianças e, sobretudo, justificá-las discursivamente, a geopolítica do oriente próximo segue regendo-se majoritariamente pelos interesses particulares dos estados.

Implicações políticas:um país para cada grupo étnico

Poderia parecer que o mito dos ódios remotos é simplesmente uma ocorrência devido a periodistas ou pretensos especialistas sem um conhecimento profundo da região, porém sua propagação não é inócua e tem consequências políticas.Bill Clinton, influenciado enormemente porum livro de Robert Kaplan, planejou a política estadunidense naguerra da Bósnia baseando-se na crença de que muçulmanos,católicos e ortodoxos massacram-se há séculos.Barack Obama também atua influenciado pelo relato dos ódios remotos entre sunitas e xiitas.Durante o último discurso sobre o estado da união, assegurouque parte da atual agitação no oriente próximo está ‘’originadaem conflitos de a milhares de anos’’ e em mais de uma ocasião manifestou sua preocupação pelos ódios entre países sectários.

A percepção de que os distintos grupos étnico religiosos não podem coexistir devido a ódios eternos é em primeiro lugar errônea e em segundo lugar perigosa.Por um lado, pretende negar qualquer suspeita de culpabilidade europeia e estadunidense sobre o estado atual da região.Dado que seguem lutando desde há milhares de anos, o apoio ocidental à ditaduras opressoras, a grupos rebeldes partidários de limpezas étnicas ou a calamitosa guerra do Iraque que oxigenou o sectarismo, não são responsáveis do estouro sectário atual.

Também, a consolidada imagem dos orientais como seres movidos por paixões étnicas e religiosas propensos a se matarem implica outra grave consideração: a corrente -crescente- opinião que pede que o mapa do oriente próximo seja redesenhado baseando-se nas fronteiras de seita.Desde a invasão do Iraque, mas especialmente depois das revoluções de 2011, tem-se popularizado vários mapas que pretendem redesenhar as fronteiras da região para assim salvá-los desses ódios étnicos.Numerosos políticos e especialistas defendem o desmembramento do Iraque* e Síria*, apesar de que tais pretensões secessionistas não figuram nas agendas dos grupos sunitas, xiitas e alauítas.Esses cartógrafos amadores culpam o acordo Sykes-Picot, que partiu as províncias otomanas depois da Primeira Guerra Mundial, por todos os males na região.Em suas opiniões, o grande erro das potências coloniais foi criar Estados ‘’artificiais’’ onde as seitas e outros grupos étnicos mesclavam-se, impossibilitandoassim a concepção de um estado homogêneo para a Europa*.O que muitos desses artigos esquecem de mencionar é que a criação do Estado-Nação europeu se baseia em séculos de limpezas étnicas e genocídios culturais para atingir tal nível de uniformidade.

Em 2016, um tenente coronel do exército estadunidense , Ralph Peters, publicou versão do que deveria ser a região argumentando que, ‘’sem esta revisão considerável das fronteiras não conseguiremos um oriente próximo em paz’’.No entanto recentemente, o New YorkTimes publicou um mapa onde cortava 5 países em 14 pedaços.


Proposta de Ralph Peters https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/7c/Ralph_Peters_solution_to_Mideast.jpg


É ilusório pensar que a única via para a paz na região é colocar cada grupo étnico em sua própria caixa, fechada e separada das demais.A história do Oriente Próximo está atormentada de violência dentro das mesmas seitas; você só precisa ver países como Argélia, Líbia e Egito, que, apesar de não terem minorias xiitas relevantes, possuem um passado recente com abundante violência.Este artigo não pretende argumentar que qualquer tipo de modificação de fronteiras na região é prejudicial nem nega a existência da violência sectária.Sua intenção é evidenciar o perigo de que as políticas ocidentais na região estão baseadas nos mesmos princípios orientalistas de cem anos atrás, que reduzem a identidade e os interesses dos atores da região ao sectarismo levando a um ponto absurdo.Paradoxalmente, o uso do prisma sectário conduz a políticas sectárias.Estabelecer cotas de poder confessionais, como no Iraque, ou fazer um país para cada etnia só implica a criação de novas minorias ao qual negaram-lhes a plena consideração de cidadãos por não pertencerem à nação.

Tradução: Elvis Braz Fernandes